Por vezes, e muitas são as vezes, gramaticalmente incorretas,despretenciosas,desobedientes às regras,
as palavras aqui são só ajuntadas e se tornam frases
simples ... uma maneira de expressar o que sinto. della

terça-feira, abril 14

porta aberta



uma porta aberta
onde os temporais possam atravessar
e tal qual a natureza indefesa
eu possa
ser transpassada
atingida pela tormenta
de uma grande tempestade.
Ó Senhor!
que há tanto tempo não dou preces
de joelhos, agora, estou a suplicar
a sentir morrendo minhas raízes
imploro um temporal
que varra de mim
a metade deste jogo da vida
que não aprendi a jogar,
que os ventos sejam versos,
a luz não pare de brilhar
e que os estrondos sirvam para acordar,
me despertar
e assim a água, tangível,
partilhada,
me atire para o alto
ao invés de me sufocar.

foto de david guimarães

10 comentários:

Gabriela Rocha Martins disse...

quase como um sufoco
ou grito
esta sua prece


.
um beijo ,dellita
( quanta saudade!!!! )

tchi disse...

As palavras são o teu sexto sentido.

Ana Paula Sena disse...

Um belo poema! Intenso, tanto... adorei :)

Mateso disse...

A catarse da Alma.
Forte e belo, muito.
Bj.

Gabriela Rocha Martins disse...

não podia deixar de
,hoje
,passar por aqui
e
deixar.te
um especialíssimo


.
beijo

Unknown disse...

li o que escreveu.
sincero.
abraço.
mt

Lmatta disse...

belo poema parabéns
beijos

Lmatta disse...

bom poema gosto
beijos

Oliver Pickwick disse...

Tempestade que recicla. Jamais imaginei tal evento sob esta possibilidade. Há preces criativas.
Um beijo!

P.S.: Há quanto tempo, hein garota? Pensei que estivesse em longas férias.

Madalena disse...

Pouco fica por dizer abaixo do já dito excepto: Eu Sei Amiga que tu Sabes Nadar.

( e que alegria, desta vez sem pontapés na gramática comum. LOLOL)

Obrigada. Tu sabes porquê.

Não temas as águas Escorpião. :)