as palavras aqui são só ajuntadas e se tornam frases
simples ... uma maneira de expressar o que sinto. della
domingo, março 22
terça-feira, março 23
não desista!
Vejo um mundo de um jeito que você não vê
Estou hemisfericamente distante
Não tive as mesmas experiências...
compreendes, por que?
Sou um lado marcado , outro por desvendar
Tenho um lado que desconhece, outro por se entregar.
Sou de uma diferença ímpar
Preciso da compreensão
Preciso que saibas
Sou uma luta que não vai acabar nunca
O melhor que consigo extrair ...é você.
É ainda, você.
Me diz que vou crescer! Socorre-me. Salva-me.
Outra vez. Outra vez.
Aponta-me o rumo.
Foto de Emília Couto
sábado, março 20
choro,apego.
Choro
O choro do meu silêncio contido
O choro da carência
O choro pelo mundo
Por consequências
Choro a dor dos que nem conheço
Uma dor de incapacidade
Meu silêncio está em todo lugar
Quiento. Move-se tão lentamente.
A dor de tirar a dor de dentro de mim
E não ser possível, preciso que ela
Esteja aqui, acordada.
Para me sussurrar: "é assim que vais fazer!"
Derrotar fantasmas, cheios de dores,
livrá-los de mim
dar-lhes liberdade.
E ter a paz de volta,
De volta ao meu caminho.
Foto de Bacia Nomarco
*"A casa é o meu apego, ao meu passado"
quarta-feira, março 17
vento na vida
De que amor estamos falando?
De que tempo, de que filosofia, de que compreenção...
O que nos faz achar que seremos diferentes
Frente a violência da igualdade unânime, tola, parva?
De que tempo estamos nós, conectados
Dispostos, sem riscos ...?.
Tola a velhice das frustações
Tola a vida que se quer sem sentido
Neutra, pobre, insana.!!!
Até o momento do vento frio
Mostrando sua cara de desprezo a bater-lhe
Nas faces as verdades, todas as que não viste.
De que amor,
De que tempo,
De que sentido,
De que vento
Estamos realmente falando...?
Foto Emília Couto Della-P
terça-feira, março 16
Minha mãe e o Tempo
Assistir a finitude do tempo de minha mãe
Não me assusta nem tampouco é desesperador
Durante anos da minha vida
Assisti o dia amanhecer com a nítída certeza
Que ela estaria morta na cama
A morte rondou-me
Na infância e na adolescência
Talvez, por isso, fale tão pouco dela
Fale tão pouco de minha mãe
A complexidade de ser filha
De ser a filha de minha mãe
É tamanha
Que discorrer sobre isso
É incorrer em invadí-la
Algo sim, que eu não suportaria fazer.
Assim, escolho, junto a minha mãe,
apenas e tão somente vivê-la
Nos minutos incontáveis
Do tempo que, ainda, não a abandonou.
Foto emilia couto
segunda-feira, novembro 30
sexta-feira, novembro 27
sexta-feira, novembro 13
O abraço que não vou ter.
E somente hoje
Vou chorar a ausência de papai.
Era com ele que eu queria voltar a dançar
No dia em que faço 50 anos.
É dele, a única e gigantesca falta
que arrebenta o meu coração.
Todo o amor que senti por ele
e que recebi dele, hoje, e somente hoje
não consegue ser capaz de me fazer feliz.
A sua presença física, num absoluto momento meu de fraqueza,
me torna solitária, nua, indefesa, e triste.
O seu abraço pra mim é hoje o único presente que peço a Deus.
Lamentavelmente , o mais impossível de ser atendido.
terça-feira, setembro 15
meu perturbador sentimento

Assim... de dia
nesse amanhecer que tantas vezes vivi
sinto tão claramente a força do amor
no gesto calado
um vívido silêncio. você.
um perturbador sentimento
deixado a sombra
a sombra do nascer
se sua luz invade
seu silêncio me enamora
o que desejo já não me pertence
é seu, o amor sem solidão.
_
_
foto de nikorimages
sábado, junho 20
Escuta-me , onde quer que estejas
terça-feira, abril 14
porta aberta

uma porta aberta
onde os temporais possam atravessar
e tal qual a natureza indefesa
eu possa
ser transpassada
atingida pela tormenta
de uma grande tempestade.
Ó Senhor!
que há tanto tempo não dou preces
de joelhos, agora, estou a suplicar
a sentir morrendo minhas raízes
imploro um temporal
que varra de mim
a metade deste jogo da vida
que não aprendi a jogar,
que os ventos sejam versos,
a luz não pare de brilhar
e que os estrondos sirvam para acordar,
me despertar
e assim a água, tangível,
partilhada,
me atire para o alto
ao invés de me sufocar.
foto de david guimarães
quarta-feira, abril 1
Texto - A Dança

Ao magnetismo daquele momento, doce momento que aos poucos me ajudava a vencer as implicações da adolescência, a minha lembrança de perceber o quão valioso, e repleto de significados fôra o presente.
Mais especial ainda o fato de que eu não sei e nunca soube dançar.
Meu pai. Um homem que entendia de sons, de significados e era capaz de transformar coisas impensáveis em instantes significativos.
*
50 anos - histórias do Pequeno Caderno
*
*
foto de lisa-ben
sexta-feira, março 27
lastro de meu tempo

Qual a medida do sentir
se você não está aqui para presenciar?
qual a medida de viver
se você não está aqui para vivenciar?
qual a medida do meu tempo?
do meu lastro: peso e equilíbrio
que resume os contornos do meu pensar?
me pergunto.
eu que temia tanto seu olhar nunca encontrar
temia a história passar e me levar
e nunca ver seu sorriso,
sua imagem inteira
ou suas sombras alcançar .
o que um dia foi um rumo de vida triste
hoje, enfim, sabe que há algo solto no ar
vem trazido pelo Outono,
esse Tempo
que já não vive só de sonhar.
*
*
foto de eliza lazo valdez
*
*
É tempo de Outono. É tempo de cuidar.
domingo, fevereiro 15
quarta-feira, fevereiro 4
Mãe de Milos II
quinta-feira, janeiro 22
Mãe de Milos
Essas lágrimas castanhas rolando por todo o seu corpo
Que mundo suave esse que me transportas
Resumo de todas as vidas
Deixará seco o meu pensamento
Um deserto é tudo sem ti.
Aqui danço, danço nos seus mamilos
A poesia que mais sei recitar:
O desejo
O desejo de a possuir.
*
*
a foto de Sevem
sábado, janeiro 17
O Prêmio

Minha amiga e madrinha Madalena Pestana, do blog Não há Rios Iguais - http://naorios.blogspot.com/, atribui a esta Cidade o Prêmio Blog de Ouro.
Bom tenho de aceitá-lo, afinal se a Madrinha diz que é de Ouro quem sou eu pra duvidar: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo". A mim só me resta agradecer a lembrança e a generosidade de minha amiga e....fazer cumprir as regras que um prêmio deste valor pede.
Eis aqui:
deverá ser atribuido só a mulheres
- copiar o prémio e colar no seu blog- fazer referência do meu nome e colocar o endereço do meu blog
- presentear seis Mulheres cujos blogs sejam uma inspiração para si
- deixar um comentário nesses blogs para que saibam que ganharam o prémio
Extrema dificuldade em escolher blogs que me inspiram...são tantos. Tento aqui representar a todos escolhendo os seis abaixo:
- O perfil da casa, o canto das cigarras - Suzana - http://aidamonteiro.blogspot.com
- Plan (o) Alto - O'Sanji - http://planoalto2.blogspot.com/
- Em Linha Reta - LMatta - http://emlinharecta.blogspot.com/
- Palavras em Desalinho - Carla - http://palavrasemdesalinho.blogspot.com/
- Caminhos de Terra - SMA - http://caminho-de-terra.blogspot.com/
- O Mar Atinge-nos - Mariah - http://omaratinge-nos.blogspot.com/
Vou dar a boa notícia.
Beijos Magda.
sexta-feira, janeiro 16
Anteparo do Amor
Nesse amor não permito interrupções
Só sei das surpresas
Que estão por aí
Para viver qual uma barca calma
Sem pressa de chegar
Nesse amor como quem rema devagar
Quero derramar meus últimos desejos
Tocar levemente você
O suave toque de quem um amor sabe guardar
Sobre o mais profundo pensar
Você , o amor, é a constante
Nesse amor sou tudo
Que me permito sentir
Qual vela ao vento
Suavemente
Para além de um horizonte perdido
Mas é onde está
O Mar da minha força
Nesse amor não permito suspensão
Se és o mais profundo
Do meu viver.
foto de Mircea Marineuscu
sábado, janeiro 10
domingo, dezembro 7
âncora

*
*
meu mar, meu eterno gostar, minha âncora...
fêmea que não me saí do pensamento
meu vício e meu símbolo
meus múltiplos desejos ardentes
voz rouca
feito canto de sereia
seu desenho, minha, na areia
mulher das letras de meus poemas
beira de meu rio
onda do mar
ancoradouro desse tormento
que denomino de saudade
seu vento de inverno é meu aroma
chamo de âncora
aquela que há de ser minha
vou experimentar seu gosto
e só partirei
quando eu não mais acreditar
que a arte de amar
é a arte de citar poemas
à fêmea que não me saí dos pensamentos.
*
amor que não consigo tirar de mim.
*
*
a foto de roblyn
ressurreição

*
*
o tempo a querer mudar
eu a querer parar o tempo
já não é tarde
meu abraço vazio
minha vida solitária
alegria do dia que se foi
emudeço
no espaço vazio
preciso do seu rosto de volta
do seu corpo - ilusão de luz
a tempestade molhando minha rebeldia
muitos, muitos foram os mundos que construi
agora, preciso do tempo
e de você
dentro dele.
*
*
a foto de grendel
segunda-feira, dezembro 1
quinta-feira, novembro 13
desde o dia em que nasci
segunda-feira, novembro 10
sábado, novembro 8
desejos...assim
*
*
Se é a mim que desejas
Conta-me
Não me deixas assim
Enlouquecidamente
De paixão
Se és assim
Pretensão de puro desejo
Não me deixas assim
Do jeito dolorido
Da insistente saudade
Aquela que rasga
Todos os pedaços
Já tão partidos de mim
Esconderijos
De uma vida vivida a avessos
Por qualquer coisa grito: liberdade
E tendo-a até para amar
Não me calo diante de ti
Sou assim
Em amor de ti me transformei
Num ser envolvido
Em vidas estranhas a mim.
Não me deixa, nunca...assim.
a foto de angelica
quinta-feira, novembro 6
amadureci
*
Amadureci nas dores de tuas veias
e ainda nem havias regressado
é do passado que falo
ou dito, nem sei mais!
uma busca que passa pelos restos
do que foi nossas vidas
e ainda terá de ser
um fio transparente me une a você
em forma de luz
uma meia-luz
que penetra muito forte
amadureci em sentidos sem razão
tudo pode se esvanecer
basta que para isso olhe-me aos olhos
a entrega seria ímpar
nosso plural
uma louca atitude?
sim
a nossa liberdade ser a loucura.
amadureci nas tuas esperas
demoras que corta-me
amadureci sim
nessa fina luz em entranhas
me convence querer-te só
para mim.
*
a foto de carlos manuel pereira
segunda-feira, novembro 3
domingo, outubro 12
o tempo que torna você
O tempo
podia contá-lo
Em cada folha
Em cada manhã
amanhecida
Tanto olhar da janela
São tantos os tons de azul
Meu e nosso tempo
Podia contá-lo na memória
Das lembranças
Dos pensamentos vãos
De você
E esse tempo
Marcas do meu amor
Marcas do meu gostar
O tempo a encontrar
Você nos meus delírios
O tempo
que me permite tornar ao passado
a senti-la mais e mais
E revivo, nesse brincalhão tempo ,
Toda a paixão que não morre por ti
E assim
Vou contando o tempo
Um tempo precioso
Que relata verdades,
Só a nós, compreensíveis.
sábado, agosto 9
Minha
**
*
Danço a música
que gostaria de cantar a dança
do que eu não sou capaz de fazer
com você há uma lista interminável
nem toda essa liberdade do mundo
que você me dá
poder dizer a hora que eu desejar
meu amor és tu, meu amor é de ti
Meu amor nasceu para si
essa liberdade de ser sua
basta que meu pensamento pense
meu desejo deseje
se te faria algum mal?
eu nem sei o que é essa palavra
vim para amá-la pelo bem
de meu bem
Fui eu que escolhi.
*
*
Já há muito que te devo uma declaração de paixão
sábado, agosto 2
os dias que machucam

Por dias que machucam-me
por se arrastarem
tornando duradoura a tua ausência
assim "tentobreviver"...assim posto que
há muito esgotou-se o sobreviver
o amor afastou partes do meu coração
dos meus sentires intensos
pedaços em todo o lugar
espalhados, doridos em saudade
extrema e contínua
para tudo tornar-se pior em dor
vem o vento,
também inimigo,
tornando o ar aramis
aí... vem a cruel memória
para lembrar-me da água
mareado as cores dos teus olhos
certeza que quente é
o calor de tua pele
necessito da não-distância
necessito que me queiras agora
que me chames hoje
me revele e exponha
a mulher que habita em mim.
terça-feira, julho 29
Lasciva

Lasciva é a minha intenção
mostra os sinais de ti
não durmo
este intenso desejo
não caí em mãos inimigas
conheço as tuas
ponto a ponto
desmancha meu corpo
antecipa o prazer, teu
manipula o deixar ser-seu-corpo
minhas costas a lhe querer
meu suor em febre
é tudo o que há
se me tocas
nas minhas costas
percebo tanto você
és o que eu imagino amar
és a que amo imaginado
sexta-feira, julho 4
O indizível cheiro

Somado o tempo
memória dos tempos dos cheiros
busco o cheiro do meu amor
terra molhada de chuva
a árvore queimada
areia pisada de água do mar
seda lavada
alecrim seco, guardado
mirra na fumaça da rua
essências estrangeiras
orquídeas recém molhadas
frutas amassadas nas mãos
as cítricas, doces, ácidas
seu cheiro, vício todo pra mim
somado o tempo
tempo dos cheiros
tempo do agora
é tempo do cheiro do meu amor
um não a se transformar no sim
o querer a se transformar no ser
o ter é o mudar
E até que a morte deixe de ser a morte
Eu quero o indizível cheiro do meu amor
terça-feira, julho 1
Don't let me live

Se eu não puder sentir teu cheiro
não puder sentir teu sabor
as lágrimas não secarem
se o sentido das coisas
transformar coisas sem sentidos
e não conseguir reconhecer-te nas sombras
e não mais reconhecer as tolices
que a paixão provoca
se o perigo não significar mais o prazer
se o sortilégio findar
minhas idéias perderem a devassidão
e teu corpo não provocar mais loucura
meu devaneio,minha exaustão, meu desespero
meu prazer, pretensão única da virtude
a dissolução da falsa moralidade
para que nele possa eu guardar
tudo que aqui conquistei
então...
*
Don't let me live
sexta-feira, junho 27
Melancolia

A cor de minha melancolia
assemelha-se a cor do dia
a cor da canção
suave piano
notas ao longe
são tons nos meus dias
o ar leve, frio
o sentir particular da arte
quero vê-la e tocá-la
original dia em que tento produzir
algo assim...meu dizer solto
a provar que aqui estive
símbolos em todos os lugares
e eu, a tentar domá-los
a melancolia das cores
os dias que correm
uma estranha
impressão de ausência
esteja isolada ou em meio a multidão
as cores do dia, a marcar
o que sinto e não sei contar.
*
quinta-feira, junho 26
Hora de ti

Me diz a hora e vou ao teu encontro
Me diz o que posso ser
E vou me aproximar da verdade
Me diz o que enlaça a tua imaginação
E lá deixarei palavras
Me diz o que posso dar
Para alimentar idéias
O tamanho do seu apetite
O valor de sua paixão
A inquietude das tuas horas
Me diz que diferença faz
Se eu não tocar teu corpo
Me diz
Me diz
Para que eu possa ser singular
No infortúnio das horas
Que não param de passar.
terça-feira, junho 24
Cúmplice

O amor é o cúmplice da poesia
a poesia do seu corpo
minha linguagem provocadora,obscena
rebelde sexo a me revirar
delícia que faço, ato de amor entre poesia e linguagem
território de minha boca
sou puta de uma só mulher
misteriosa e indolente, nos meus braços,
linguagem entre amor e poesia,
suor, lágrimas, que derramo quente
sou o seu próprio fazer
um triângulo
uma fé inabalável
erótica armadilha
cumplicidade de meu gozo
aquele que deixo dentro de você
molhado.
imagem de A. Brito
quinta-feira, maio 1
Sem Pecado - nos becos da vida

domingo, abril 20
Arrepios - (des)limites de minha existência

Arrepios

quinta-feira, abril 10
A natureza do desejo

terça-feira, março 11
Desenhando seu cheiro - ardente

segunda-feira, março 10
Desenhando seu cheiro - puro
**
domingo, março 9
Desenhando seu cheiro - forte

sábado, março 8
Desenhando seu cheiro

sexta-feira, março 7
Espaço Vivido III - folha-pedra

quinta-feira, março 6
Espaço Vivido II - tempo remoto

quarta-feira, março 5
Espaço Vivido

terça-feira, março 4
Acordes livres

domingo, março 2
Acordes de seu Outono

sábado, março 1
Acordes da solidão

és solidão mergulhada
sexta-feira, fevereiro 29
ACORDES



















